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#ElasMudaramOMundo | Katherine Johnson

Foto do escritor: Projeto Mulheres em C&T
Projeto Mulheres em C&T
31 de ago. de 2022
4 min de leitura

Responsável por calcular a trajetória da missão "Apollo 11", a primeira a levar humanos para a lua, em 1969.


Katherine descobriu os caminhos para a espaçonave orbitar na terra e pousar na lua. Foi a primeira mulher negra a ter a autoria de artigos reconhecida pela agência espacial dos EUA, e foi co-autora de 26 artigos científicos. Passou seus últimos anos incentivando os alunos a entrar nas áreas do STEM.


"Sempre teremos STEM conosco. Algumas coisas sairão dos olhos do público e desaparecerão, mas sempre haverá ciência, engenharia e tecnologia. E sempre, sempre haverá matemática."

Katherine em sua biografia "Katherine Johnson, space cientist".


Biografia:

Katherine nasceu em 1918, em White Sulphur Springs, Virgínia Ocidental, condado de Greenbrier, filha de Joshua e Joylette Coleman. Uma entre cinco filhos, seu pai trabalhava como madeireiro, agricultor e carpinteiro no Hotel Greenbrier. Sua mãe era ex-professora. Muito cedo, Katherine mostrou talento para matemática. Como o condado de Greenbrier não oferecia escola para estudantes negros após a oitava série, as crianças da família foram para o ensino médio no condado de Kanawha, no chamado Instituto, onde hoje é a universidade de West Virginia.


Katherine formou-se no ensino médio aos 14 anos. Aos 15, ela iniciou os estudos na universidade, onde estudou em todos os cursos que ofereciam matemática. Vários professores apadrinharam-na, incluindo W.W. Schiefflin Claytor, o terceiro negro a receber um doutorado em matemática no país, que chegou a criar novos cursos de matemática especialmente para Katherine. Ela se formou em 1937, com notas máximas em matemática e francês, aos 18 anos. Depois da formatura, ela se mudou para Marion, Virginia, para ensinar matemática, francês e música em uma escola de ensino infantil.

Em 1939, Katherine se tornaria a primeira negra a se dissociar da graduação na Universidade da Virgínia Ocidental, em Morgantown e a única mulher entre três estudantes negros selecionados a integrar a graduação depois da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que decidiu separar as escolas e universidades para negros e brancos. As universidades estaduais seriam instituições para brancos e a universidade Lincoln deveria criar cursos para atender a negros. Caso não houvesse cursos, outras universidades deveriam atender aos alunos.


Katherine optou pela matemática, com interesse em pesquisa na área, um caminho com muitas portas fechadas para negras na época. Os primeiros empregos que conseguiu eram para lecionar. Em uma reunião de família, um parente mencionou que a NACA (Que viria a se tornar a NASA), estava com processo seletivo aberto para mulheres, em especial negras, para seu departamento de navegação. Katherine inscreveu-se em 1953 e foi imediatamente aceita.


De 1953 a 1958 ela trabalhou como computadora, fazendo análises para tópicos como a redução da rajada para as aeronaves. Originalmente designada para a seção da "West Area Computers", foi redesignada para a Divisão de Controle e Orientação da Divisão de Pesquisa de Voo. Porém, Katherine e as outras mulheres negras da divisão de computação eram conhecidas como "computadoras de cor" e sujeitadas à segregação, trabalhando, comendo e usando banheiros separados de seus colegas brancos até que essa divisão fosse terminada em 1958. De 1958, até sua aposentadoria em 1986, ela trabalhou como técnica aeroespacial. Katherine ainda trabalhou para a seção de Controles aeroespaciais, onde calculou a trajetória de voo de Alan Shepard, o primeiro norte-americano no espaço, em 1959. Calculou também a janela de lançamento do Projeto Mercury, em 1961. Katherine plotou cartas de navegação, orientando naves pelas estrelas em caso de falha eletrônica e, em 1962, verificou os primeiros cálculos de computador da órbita de John Glenn ao redor da Terra. Glenn pediu por ela pessoalmente para verificar os números de seu computador de bordo e se recusou a voar até que ela fizesse a verificação.


Em seguida, Katherine trabalhou com computadores digitais, tais como os conhecemos hoje. Sua habilidade e reputação por precisão em cálculos deu confiança aos colegas para trabalhar com a nova tecnologia. Ela calculou a trajetória da missão Apollo 11, em 1969. Durante o pouso, Katherine estava em uma reunião nas montanhas Pocono (Pensilvânia), ao redor da televisão junto de várias outras pessoas, assistindo aos primeiros passos na Lua. Em 1970, ela trabalhou na missão da Apollo 13. Assim que a missão foi abortada, Katherine trabalhou nos procedimentos de backup e nas cartas que auxiliaram o retorno em segurança dos astronautas para a Terra, quatro dias depois. Mais tarde, Katherine ainda trabalharia no programa dos ônibus espaciais, nos satélites de observação terrestres e na futura missão a Marte.


Katherine foi uma das mulheres negras que formavam uma equipe no Centro de Pesquisa Langley para calcular a trajetória dos primeiros lançamentos espaciais, operações que hoje são feitas por computadores.


Nos anos 1960 os "computadores usavam saias", segundo suas palavras, recolhidas em vários documentos que a Nasa dedica à cientista especial em seu site na internet.


Sua história é tratada no filme "Estrelas Além do Tempo", ganhador do Oscar, onde foi interpretada pela atriz Taraji P. Henson, e retrata a história real de três cientistas afro-americanas (Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson) que trabalharam no Langley Research Center (“Centro de Pesquisas Langley”) da NASA.


(Notícia retirada do nosso Instagram @mulheresct e do site Wikipédia)



 
 
 

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