É do Nordeste! | Celina Turchi e Adriana Melo
A pesquisadora Celina Turchi, juntamente com a médica Adriana Melo, foram eleitas personalidade do ano pelo prêmio "Faz Diferença", promovido pelo jornal O Globo, por suas contribuições na epidemia da zika. Sendo elas pioneiras na relação científica entre o vírus da zika e o elevado número de casos de microcefalia no nordeste, no segundo semestre de 2015. As cientistas pedem em seu discurso para que haja mais investimento em pesquisas científicas.

"...Lembro da pergunta que eu não conseguia responder: meu filho vai sobreviver? Minha única opção como médica era pegar na mão e dizer que eu estaria ali..."
Adriana Melo para UOL, 2022.
Adriana Suely de Oliveira Melo é médica obstetra paraibana, especialista em saúde materno infantil, reconhecida como uma das primeiras profissionais de saúde a identificar, em novembro de 2015, a relação entre o vírus da zika e o crescente número de fetos com má formação cerebral - episódio que ficou conhecido posteriormente como uma epidemia de microcefalia. Durante sua rotina de atendimento médico à gestantes na cidade de Campina Grande, localizada no sertão paraibano, a médica percebeu que mulheres contaminadas pela Zika no primeiro trimestre de gestação geravam bebês com microcefalia. A partir deste indício, foram realizadas pesquisas científicas por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que constataram a presença do vírus da zika no líquido amniótico de duas grávidas, cujos fetos desenvolveram microcefalia. Esta descoberta foi anunciada em artigo científico, publicado na revista Lancet em janeiro de 2016.
"Pesquisa em saúde pública não é luxo, é uma questão de segurança nacional"
Celina Turchi para o jornal "El País"
Celina nasceu em Goiânia, em 1952. Leitora voraz desde jovem, foi a leitura que lhe fez tomar gosto pela ciência. Em 1975, ingressou no curso de medicina da Universidade Federal de Goiás. Fez mestrado em Epidemiologia na "London School of Hygiene & Tropical Medicine" (Reino Unido) e doutorado em Medicina Preventiva na Universidade de São Paulo (USP).
Foi professora de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás de 1985 a 2011, quando se aposentou. Mudou-se para Recife, para trabalhar como pesquisadora do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães.
Epidemiologista, pesquisadora e professora universitária brasileira, comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, coordena o Grupo de Pesquisa de Epidemia em Microcefalia, com projetos na área de infecção pelo vírus Zika desde 2015.
Especialista em epidemiologia das doenças infecciosas, é uma das dez cientistas mais importantes do mundo segundo a revista "Nature" em 2016 e selecionada pela revista "Time" como uma das 100 pessoas mais influentes em 2017.
Celina coordenou a pesquisa sobre o vírus zika e sua equipe, em três meses, conseguiu identificar a associação do vírus com a microcefalia.
(Matéria retirada do site Wikipédia e do nosso Instagram @mulheresct)



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